13 de mar. de 2011

Quimioterapia - Parte 1

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     Enfim, depois dos dias felizes na praia, a volta para casa ocorreu de forma tranquila... Era fevereiro de 1995, o carnaval seria no finalzinho do mês... Eu estava bem, meu joelho quase nem doía... Amigos queridos estavam na cidade, lembro-me de irmos para as cachoeiras e até de um breve "affair" com uma pessoa linda, por dentro e por fora, que eu gostaria de ter conhecido em outra época... Poxa, eu estava apaixonada por uma pessoa com quem não tinha a menor chance... Aí, de repente, um lindo aparece... E eu ia fazer quimioterapia... Estão entendendo porque eu disse no outro post que é uma sacanagem misturar sorte com porcentagem? Hahahaha! Brincadeira, nem era questão de sorte... E foi como tinha de ser... Essa pessoa é um querido até hoje, a quem devo e amo muito, nem era tão próximo e se fez muito presente nos piores dias da minha vida... Serei eternamente grata!
      Uns 10 dias antes do Carnaval, fiquei internada para fazer a primeira aplicação de quimioterapia... Estava assustadíssima e mal-humorada, vem a enfermeira "pegar" uma veia para passar a medicação, e ela "pica" e ainda erra... E "pica" de novo... E de novo... E a culpa ainda era minha porque estava muito nervosa, "as veias somem, fica difícil"... (palavras da enfermeira). A medicação era tipo um soro, mas coberto por algo preto... porque não podia ficar exposta à luz, além do protetor preto por cima, o quarto deveria ficar escuro, cortinas ou janelas fechadas... Tentei ler, mas desisti de tanto que os enfermeiros vinham "medir" temperatura e pressão... Dormir, seria impossível...  Eis que, dormi um pouco e acordei berrando, a agulha tinha escapado e eu estava cheia de sangue, acho que acordei o hospital inteiro, tamanho foi o susto... Vem a enfermeira "pegar" outra veia... e assim foi repetidamente... Não passei mal no Hospital, não sentia muita vontade de comer e tive apenas uma leve tontura... Após 4 ou 5 dias, deixei o hospital e considerei que as aplicações seriam incômodas, porém suportáveis... Seria fácil!
     Bastou chegar em casa para me arrepender das considerações acima... Passei super mal, cheguei a vomitar 18 vezes seguidas... Me sentia fraca, estava pálida e exausta. Irritadíssima... E isso durou uns 3 dias, depois melhorei, tudo voltou ao normal...
     Uns dias depois, estava tomando banho, fui lavar o cabelo e caíram todos de uma vez... Eu sabia que iam cair, mas assustei como se não soubesse, e não sabia realmente que seria da maneira como foi... Achava que iam cair aos poucos e lá estava o chão do banheiro coberto com todos os meus fios de cabelos... Chorei... Minha mãe me abraçou...  Nós já tínhamos providenciado uma peruca, lenços, chapéus, faixas e, mesmo assim, olhar no espelho foi doloroso... Ah, os cabelos simbolizam parte da vaidade, principalmente feminina, são como uma moldura num rosto e perder todos os cabelos de uma vez mexe com o emocional, com a autoestima... Lembro que me olhei no espelho e pensei que fui uma burra, deveria ter pintado meu cabelo de todas as cores antes de começar o tratamento, se eu não sobrevivesse, nunca mais teria cabelo... e, caso eu sobrevivesse, prometi a mim mesma que, assim que começassem a crescer ia testar uma nova cor... Acabei de me trocar, coloquei minha peruca chanel ruiva, um chapeuzinho branco e olhei no espelho novamente... Pronto! Já me sentia bem melhor...

12 de mar. de 2011

As 7 Artes e o selo!

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   1ª Arte - Música (som):  A música (do grego MOUSIKÉ, “relativo às Musas, às artes”. De MOÚSA, “Musa”) é uma forma de arte que se constitui basicamente em combinar sons e silêncio seguindo, ou não, uma pré-organização ao longo do tempo. É também uma prática cultural e humana e uma forma de linguagem ou expressão que se utiliza da voz e instrumentos musicais entre outros artifícios. A música, é considerada a primeira arte e se concentra na utilização e percepção do som! Ouça! Sinta a música!



    2ª Arte - Dança (movimento): A Dança (do Latim DANSARE, com origens anteriores pouco definidas) é a arte de mexer o corpo, através de uma cadência de movimentos e ritmos, previamente estabelecidos (coreografia), ou improvisados (dança livre), criando uma harmonia própria. Geralmente associada à música, envolve a expressão de sentimentos potenciados por ela. Mas, não é somente através do som de uma música que se pode dançar, pois os movimentos podem acontecer independente do som que se ouve, e até mesmo sem ele. Dance!
 


     3ª Arte - Pintura (cor); origem Indo-Européia PIG, PEIG, passando pelo Sânscrito PINKTE, “pinturas”, PINGERE em Latim. Este verbo queria dizer “embelezar, enfeitar, pintar” A pintura refere-se genericamente à técnica de aplicar pigmento a uma superfície, a fim de colori-la, atribuindo-lhe matizes, tons e texturas. O elemento fundamental da pintura é a cor. Atualmente o conceito de pintura pode ser ampliado para a representação visual incorporando as características dos elementos que são próprios da pintura, como a cor, a luz e o desenho. Pinte!



     4ª Arte - Escultura (volume); do Latim, “esculpir” era SCULPERE, uma variante de SCALPERE, “riscar, escavar”, é a arte que representa imagens plásticas em relevo total ou parcial, a arte de moldar ou talhar determinados materiais criando volumes e formas. Esculpa! Molde! Talhe!



     5ª Arte - Teatro (representação);do grego THÉATRON , THÉASTHAI queria dizer “ver, olhar” e theaomai - "olhar com atenção", "perceber", "contemplar". THÉATRON, uma estrutura aberta para representações, “o lugar para ver”, "o lugar para contemplar", é a arte de bem representar, onde uma história (não necessariamente escrita) e seu contexto se fazem reais  e verídicos pela montagem de um cenário e a representação/interpretação de atores em um palco, para um público de espectadores. Com o auxílio de dramaturgos ou de situações improvisadas, de diretores e técnicos, o espetáculo tem como objetivo apresentar uma situação e despertar reações e sentimentos no público.  Veja! Contemple!



     6ª Arte - Literatura (palavra); vem do Latim LITTERIS, “Letras”, LITTERA, "Letra ". Literatura pode ser definida como a arte de criar e recriar textos, de compor ou estudar escritos artísticos; o exercício da eloquência e da poesia; o conjunto de produções literárias de um país ou de uma época; a carreira das letras, um conjunto de saberes ou habilidades de escrever e ler bem, que se relaciona com as artes da gramática, da retórica e da poética. Por extensão, se refere especificamente à arte ou ofício de escrever de forma artística. Um texto é literário, quando consegue produzir um efeito estético. O texto literário é, portanto, aquele que pretende emocionar e que, para isso, emprega a língua com liberdade e beleza. "A Literatura, como toda arte, é uma transfiguração do real, é a realidade recriada através do espírito do artista e retransmitida através da língua para as formas, que são os gêneros, e com os quais ela toma corpo e nova realidade". (COUTINHO, Afrânio). Escreva! Leia!



     7ª Arte - Cinema (integra os elementos das artes anteriores mais a 8ª arte - Fotografia (imagem). do grego: KINEMA, "movimento". O cinema (ou cinematografia), é a abreviação de cinematógrafo... A origem do nome "cinema" vem do fato de que o cinematógrafo, historicamente, foi o primeiro equipamento utilizado para o registro e exibição de filmes. Por metonímia, a palavra também pode se referir à sala de espetáculos onde são projetadas obras cinematográficas. Cinema inclui a técnica de projetar imagens para criar a impressão de movimento, bem como uma arte e a indústria cinematográfica. As obras cinematográficas (mais conhecidas como filmes) são produzidas através da gravação de imagens do mundo com câmeras, ou pela criação de imagens utilizando técnicas de animação ou efeitos visuais. Os filmes são feitos de uma série de imagens individuais chamadas fotogramas. Quando essas imagens são projetadas de forma rápida e sucessiva, o espectador tem a ilusão de que está ocorrendo movimento. A cintilação entre os fotogramas não é percebida devido a um efeito conhecido como persistência da visão, pelo qual o olho humano retém uma imagem durante uma fração de segundo após a fonte ter sido removida. Os espectadores têm a ilusão de movimento devido a um efeito psicológico chamado movimento beta. Como forma de registrar acontecimentos ou de narrar histórias, o Cinema é uma arte que geralmente se denomina a sétima arte, desde a publicação do Manifesto das Sete Artes pelo teórico italiano Ricciotto Canudo em 1911. 



    Atualmente,  incluem-se outras formas expressivas também consideradas artes:
  8ª Arte - Fotografia (imagem);
  9ª Arte - Banda desenhada (cor, palavra, imagem);
  10ª Arte - Jogos de Computador e de Vídeo (alguns jogos integram elementos de todas as artes anteriores somado a 11ª, porém no mínimo, ele integra as 1ª, 3ª, 4ª, 6ª, 9ª arte somadas a 11ª desde a Terceira Geração dos Videogames);
  11ª Arte - Arte digital (integra artes gráficas computorizadas 2D, 3D e programação).



O selo
É um "agrado" entre blogueiros.




Esse selo eu ganhei da Harah Nahuz, do blog:
http://www.dancaharah.blogspot.com/


E agora, devo presentear 10 blogueiros com o selo: Lari (Tudo por um Livro), Rogério Rinaldi (Só brincos), Karine (O diário da Louca), Renato (Nitro Informática), Jackie (Mundo da Jackie), Leo (Imaginando Criatividade), Leo Mad (Madness), Harah Nahuz (Haridades), André (Escritos Imorais), Simone (Cotidiano).
Como reza a tradição, os blogueiros deverão vir aqui buscar a imagem do selo, depois escrevam de quem ganharam o selo e 7 coisas sobre vcs (temático ou não) e escolham 10 blogueiros para presentear com o selo! Espero que gostem!

11 de mar. de 2011

Aos meus seguidores/leitores...

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     Desculpem a ausência... Culpa dos dias que teimaram em passar muito rápido... E culpa de uma inconstância da minha mente... Às vezes resolvo fazer mil coisas ao mesmo tempo, outras vezes me isolo... Necessito do silêncio, de ficar sozinha... Nem isso importa agora, vim justificar-me apenas porque considerei que fosse humano e justo...
     Andei pensando no blog e em alguns comentários relacionados a ele que vou citar aqui:
  • " Seu blog é muito pessoal, as pessoas geralmente fazem blogs para escrever coisas "fofas", comentar as notícias, o cotidiano, a moda, o mundo da TV etc". 
  • "Você não acha que está se expondo muito no blog"?
  • "Achei o blog interessante, meio reality show, porém interessante..."
  • "Seu objetivo ao escrever está relacionado com auto-ajuda"?
Esclarecimentos:

       Eu gosto de escrever... Na época da faculdade comecei um livro de poesias infantis... e tentei escrever sobre a quimioterapia... Não consegui... Eu participo de comunidades e cursos para escritores... Um dos exercícios de um desses cursos consistia em escrever sobre lembranças... Um cheiro, uma fruta, uma viagem, uma pessoa, uma época e sobre algo muito ruim. Eis que, fazendo o exercício consegui escrever sobre a quimio, consegui olhar para trás e escrever... E isso foi muito bom...
      Bom, eu detesto reality show... Também não gosto de auto-ajuda... Ah, sei lá, não gosto da ideia de fórmulas prontas para ajudar alguém... Cada pessoa é única... E a reação é algo espontâneo... Comigo é assim... E se falo do que sinto, exponho minhas ideias, meu mundo, minhas reações... A quimioterapia foi algo muito ruim, um período muito difícil... que, de certa forma, contribuiu para que eu me tornasse um pouquinho mais humana... Um pouquinho só... Ainda tenho mil defeitos... 
     Então, escrevo porque gosto, porque preciso... Não me importo de não ser coerente... São minhas conversas comigo mesma, meu refúgio, uma análise do que mexe comigo, um desabafo... Apenas estou compartilhando isso... Livre de julgamentos...  Aqui estou eu, a partilhar aquilo que sinto!
     Deixo-vos então. Sem mais palavras. Até os próximos textos...

8 de mar. de 2011

Dia Internacional da Mulher

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Um Poema de Madre Tereza de Calcutá

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A MAIS BELA DE TODAS AS COISAS - MADRE TEREZA DE CALCUTÁ

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A Fuga!

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     Estávamos no finalzinho de dezembro de 1994... E, tanto eu, quanto meus pais, precisávamos de uns dias para "engolir" o diagnóstico... Não gente, eu não fugi de casa... Eu já tinha combinado de ir para a praia com a Paty e tio Sérgio, ia ficar uns dias e voltaria para começar o tratamento imediatamente... Só pensava naqueles 35% de chance que o médico tinha falado... Imaginava que, com um pouco de sorte, poderiam ser 50% ou 60%... Mas, e se eu não tivesse sorte? Aí ficava irritada e pensava que era uma sacanagem misturar sorte com porcentagem... Aí, minha mãe falava: "confia em Deus minha filha", e tinha horas em que eu confiava, conversava com Ele e pedia para que me ajudasse, que me protegesse... E tinha horas, que eu me revoltava e duvidava Dele...
     Fui para a praia e o tio Sérgio seguia (não sei se ainda segue) umas terapias alternativas, medicina natural, essas coisas... Ficamos um tempo na praia e durante esses dias, meu tio, gentilmente aplicou moxa em mim e me ensinou um pouco dessas terapias. A moxa, geralmente preparada com uma erva (não sei o nome da erva), é uma técnica terapêutica utilizada na Medicina Oriental, para tratar e prevenir doenças através da aplicação de calor em pontos utilizando os meridianos de energia pelo corpo. Também fizemos banhos de ar (cobrir e descobrir o corpo, utilizando uma gravação que tem tempo cronometrado, orientando quando deve cobrir-se e descobrir-se e é indicado para purificar o líquido do corpo, absorver o oxigênio, desintoxicar, fortalecer os órgãos internos, melhorar a respiração e a circulação sanguínea), banhos quentes e frios, também chamados de banhos de contraste (imergir qualquer parte do corpo, ou o corpo todo em água quente primeiro, e depois em água fria, alternadamente - os vasos sanguíneos dilatam quando é aplicado calor, e estreitam com a aplicação de frio. Esta mudança de calibre dos vasos sanguíneos estimula a circulação e acelera o processo de remoção de toxinas), fizemos uma dieta alimentar leve, etc. Meu joelho, continuava quente, mas não doía mais, não aquela dor aguda dos primeiros dias... E a Paty, que nem estava doente, fazia tudo comigo... e ainda dava tempo de irmos tomar sol, andar na praia, paquerar... Enfim nada como o mar para nos acalmar... Ah, eu tinha um paquera , um menino que tinha casa vizinha a casa do meu tio na praia, escutava uns "poperôs" horríveis ( Oh! carol, I am but a fool, Darling I love you... - ele escutava essa música mil vezes, tomara que nunca leia o blog... hahahaha), mas era uma graça, um fofo! Inclusive, passamos o reveillon na casa dele, com a família dele... (Estou imaginando a cara da minha prima lendo isso, hahahahaha)
     Bom, acabou-se a praia e fomos para SP, eu deveria vir embora, para começar o tratamento imediatamente, mas a Carina ia para Ubatuba... E, é lógico que não vim embora nada, fomos para a praia de novo, dessa vez: eu, Paty e Carina! E, de verdade, foram dias maravilhosos...
     Embora eu não tenha começado o tratamento imediatamente, graças a essas fugas para a praia, eu precisava desses dias, e como precisava... Quando você vê o resultado do exame, entra em choque, eu entrei... Primeiro fiquei indignada... Ah, sei lá, eu era ruim, não ruim gratuitamente, era do tipo "não pise no meu calo", falava as coisas meio sem pensar, e, se me magoassem , desejava que sofressem o mesmo... mas, por outro lado eu tinha qualidades também e, no meio de tudo, eu achava que era uma injustiça o que estava acontecendo na minha vida... Eu não tinha maturidade para aceitar numa boa na época, e se fosse hoje, também não sei como lidaria... Acho que ninguém espera passar por isso... e nem planeja como lidar com uma doença grave, um acidente... Você só pensa nisso quando acontece com você, ou alguém muito próximo...

     Minhas sinceras desculpas aos meus amigos mais próximos e aos críticos de plantão, mas eu não sabia ser mais branda e compreensiva na época... Muito obrigada por me suportarem e terem permanecido do meu lado nos piores dias da minha vida...


6 de mar. de 2011

Gilberto Gil - Vamos Fugir

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O diagnóstico, médicos e explicações...

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     Com o diagnóstico de Osteossarcoma em mãos, começa a maratona de médicos de novo... O primeiro médico escolhido foi o Dr Reinaldo Gamba (in memorian) que era mestre em cirurgia e Prof. Dr. do Departamento de Ortopedia e Traumatologia do HC - Unicamp, um senhor amável que me atendeu em sua clínica e foi a primeira pessoa a me explicar o que era um osteossarcoma e como seria o tratamento... O osteossarcoma é o sarcoma primário do osso, a definição do osteossarcoma implica: um tumor maligno formador de osso com presença de um estroma francamente sarcomatoso e  a formação de osteóide neoplásico e osso pelos osteoblastos malignos. O osteossarcoma clássico ou central costuma ocorrer em adolescentes e adultos jovens. Aproximadamente metade dos osteossarcomas centrais ocorrem na região do joelho, sendo a extremidade distal do fêmur a localização mais frequente. Assim como em outros tumores ósseos, os sintomas não são específicos. A presença de dor aguda e de uma massa são frequentes. Pode haver aumento de temperatura e a presença de veias do subcutâneo dilatadas pelo crescimento do tumor. O tratamento consistia em exames constantes de acompanhamento e evolução do tumor, quimioterapia neo-adjuvante pré-operatória, o que levaria aproximadamente 12 semanas. As principais vantagens da quimioterapia pré-operatória são: a redução do edema, a diminuição do tamanho do tumor e o efeito sobre as micro-metástases; cirurgia, que pode ser ablativa (amputação) ou de preservação do membro (ressecções, endo-próteses, homo-enxertos), dependendo da resposta do tumor ao tratamento pré-operatório, da localização da lesão, da idade do paciente e da perspectiva de crescimento da extremidade; quimioterapia pós-operatória: 6 ciclos, aplicados em um período de aproximadamente 15 semanas após a cirurgia. 
     
     Vocês imaginam a rebelde aqui ouvindo as explicações do médico? Não entendia metade das coisas que ele falava, e ele falava mais ou menos como no texto aí em cima... Eu estava assustadíssima e chorando no consultório, meu pai desmaiou de susto e teve que ser medicado na própria clínica... minha mãe lá, fazendo uma força sobrehumana para não chorar, eu viro para o médico e num tom incisivo digo: Dr Reinaldo, fala em português claro comigo, quais as minhas chances? Suas chances, vou ser bem claro, não há como ser preciso, ficam em torno de 35%, podem ser maiores, ou menores... depende da sua resposta ao tratamento e de um acompanhamento detalhado...
     Eu, que já estava chorando, agora soluçava...


     Os outros médicos escolhidos foram: o dr André A. J. G. de Moraes, oncologista clínico, presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica e diretor do Centro de Oncologia Campinas e a dra Dra. Mary da Silva Thereza, oncologista clínica do mesmo Centro, que me explicaram o que vinha a ser a quimioterapia... O tratamento quimioterápico (feito por meio da aplicação de um conjunto de medicamentos na veia do paciente) tem vários efeitos no corpo, como uma baixa da imunidade (capacidade do corpo de combater infecções), náuseas, vômitos, tonturas, a queda dos cabelos (e não só dos cabelos, mas dos fios do corpo todo)... O princípio dos remédios que são usados na quimioterapia é atacar as células do corpo que se proliferam rapidamente, porém, o medicamento não tem “preferência” por uma célula ou outra, por isso ataca tanto as que estão “doentes” quanto às outras que se proliferam com rapidez. No meu caso, fui avisada que ia perder os cabelos... Dra Mary, extremamente amorosa, sugeriu inclusive que eu os cortasse antes de iniciar o tratamento, para não sofrer tanto... e Dr André disse que era  importante começar o tratamento imediatamente... De novo, saio de lá chorando... e fugi...


3 de mar. de 2011

Momentos tensos: lembranças de minha adolescência e um diagnóstico...

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    O que recordo da minha adolescência?
    Creio que fui uma adolescente extremamente rebelde, impulsiva, explosiva e má... Lembro, principalmente, das  eternas negociações/ “discussões” com o meu pai quando queria sair e ele achava que eu ainda era muito nova para ir à danceteria, shows ou festas... Comecei a sair com mais de 15 anos e, antes de sair, tinha que responder um interrogatório: “Aonde você vai“? “Com quem você vai”? Ah, e tinha hora para voltar... Ai de mim, se atrasasse um minuto... Graças ao meu geniozinho teimoso, isso foi melhorando, os horários aumentando...
     Enfim, curti minha adolescência, desejando fazer 18 anos, com uma trilha sonora embalada por: Legião Urbana, Cazuza, Rita Lee, Titãs,  Capital Inicial, Golpe de Estado, Raulzito,  Ramones, Sex Pistolls, Metallica, Van Hallen, Rush, Green Day, Offspring, Radiohead, Nirvana, Pearl Jam, Smashing Pumpkins, Counting Crows, Foo Fighters, Guns n' Roses, U2, Red Hot Chili Peppers, The Doors, Beatles, Bob Marley etc.
     Lembro dos amores platônicos em que o escolhido nem sabia... E eu já sofria por amor hahahahha! Lembro do primeiro beijo numa brincadeira de pêra, uva e salada mista, dos paqueras, dos beijos melhores que o primeiro, do primeiro namorado, de adorar ganhar flores desde essa época, e nem precisava ser buquê, podia ser um botãozinho com um bilhetinho que eu já ficava feliz! E, quando ganhava uma flor com um bilhete anônimo era melhor ainda, virava detetive por dias, semanas, tentando descobrir... 
     Lembro do primeiro porre, numa festa do vinho no Poli, até rimou heim? Hahahaha! Lembro de dispensar uma pessoa que eu estava adorando, só para poder aproveitar a festa com as minhas primas Patrícia e Carina... Ah, eu avisei que fui má.  E a Patrícia  ainda colaborou chamando "carinhosamente" o menino de "bobão", que de bobo, diga-se de passagem, não tinha nada, era super divertido e carinhoso, um amorzinho... Lembro de um amigo que virou ficante, mas era uma coisa só escondida, até que fiquei muito apaixonada e ele não mais me quis... Nunca entendi bem... Mas foi o pior fora que já levei na vida...
    Lembro, de, um tempo depois,  perder um amor para uma amiga... Não, não era colega não, era amiga mesmo... E não era um paquerinha não, era um amor mesmo, um namoro oficial que já durava mais de 1 ano... Enfim, perdi alguns amigos, mantenho outros até hoje e fiz novos... Lembro dos amigos da escola, tanto em Pinhal quanto aqui, das gincanas, da Camila e da época que a gente era grudada e ficava passando trote nos outros, rindo de tudo, os Carnavais com camisetas de blocos... Saudade!
     Lembro que adorava a boatinha do Recreativo em Pinhal, saudade imensa dos amigos de lá: Bibi, Bárbara, Carla, Lúcia, Evanise etc,  e também vivi  a "era de auge" do Rio Branco, com os showzinhos lotados, as festas: festa brega, festa à fantasia, Halloween, todo mundo à caráter, na companhia das minhas queridas amigas e amigos. Época boa demais... Sinto uma saudade imensa... Saudade também dos esquentas na minha casa ou na casa da Giovana... Fases que podem ser divididas em duas: início antes do diagnóstico e continuação depois do tratamento... O lado bom é que vivi duas vezes...
      E saudade da época que minhas primas e meus amigos de SP estavam sempre aqui... Dos churrascos, de acordar e ir para as cachoeiras, faz tempo que não faço isso... Dos amigos que se tornaram parte da família, especialmente: Seu Mauro, Nilce, Simone, Maurinho, Espectro, Aster, Vasco, Toca, Presunto, Carla, ah muita gente que veio a acrescentar muito na minha vida e que, não importa quanto tempo passe, sempre terão um lugar especial no meu coração...
    Eis que, depois de uma adolescência razoavelmente normal, eu descubro que as coisas não mudam muito só porque se fez 18 anos... A gente começa a pensar em vestibular, a sonhar com a faculdade e, a tão sonhada liberdade, cede lugar a novas responsabilidades... Bom, no meio do cursinho, meus projetos tiveram que ser interrompidos/adiados... Do nada, começo a sentir dor na perna esquerda, começa uma correria de um médico para outro, a dor aumenta e meu joelho trava, eu não conseguia mais dobrar a perna...  Enfim, depois de muitos exames, Dr Fábio, vê uma mancha num raio X e diz: “eu aconselho vocês a procurarem um especialista em Campinas, isso pode não ser nada, só uma calcificação extra, ela sempre foi muito ativa... Mas também pode ser um tumor ósseo”. Lembro dessas palavras como se fosse hoje e choro de novo ao lembrar... Recomeça a maratona de médicos em Campinas, a dor não passava por nada, nenhum remédio resolvia, um exame atrás do outro: tomografia, ressonância, cintilografia óssea e nenhum exame dava um diagnóstico preciso. Eu, que já era rebelde, agora tinha uma causa e só fazia me perguntar “porque isso está acontecendo comigo“? 

    Ah, cheguei ao cúmulo de culpar meus pais, “tudo culpa de vocês”, eu dizia...  Aff, não sei porque eu invento de escrever sobre essas coisas, é doloroso lembrar, choro igual criancinha... Bom, acho que escrevo para lavar a alma mesmo...
     O ano?  1994
     O mês? Dezembro
     A  biópsia e o diagnóstico: 


     Meu mundo caiu, literalmente... Mas isso é assunto para outra postagem...

28 de fev. de 2011

Marisa Monte - Gentileza

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A cena do dia!

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     Bom, quem me conhece, sabe que eu reparo em gentilezas... Acho lindo! Não, não sou a pessoa mais gentil do planeta, longe disso... Bom, já cedi meu lugar numa fila para uma pessoa mais velha, já viajei em pé no ônibus para que uma mulher que carregava uma criança no colo se sentasse, já ajudei uma senhora no supermercado olhando os preços dos produtos, pois ela não os enxergava... Enfim, pequenos gestos... O fato é que reparo!
     Ser gentil é a capacidade de olhar o outro... Para mim, é o gesto de abrir uma porta, carregar um pacote, ceder o lugar, oferecer um ombro amigo, dar uma flor, enfim sensibilizar-se. Ah, sei lá, eu devo ser muito sensível, piegas e romântica... Às vezes, acho que nasci na época errada... Vai ver é isso...
     Eis que hoje fui ao médico com a minha tia, paramos o carro em frente ao consultório, uma chuva que Deus mandava, uma tempestade mesmo, não dava para descer do carro, ficamos lá esperando a chuva diminuir um pouco. Passado um tempo, vejo a cena do dia: um senhor saindo do consultório de braços dados com sua esposa, aproxima-se do carro, abre a porta para a mulher, fecha a porta, dá a volta no carro, entra e vão embora felizes! Poxa, estava chovendo, sei lá, ele podia ter ido direto sentar-se ao volante... E, no entanto, pacientemente, gentilmente foi abrir a porta para a mulher primeiro!
     Achei a cena linda! Acho realmente belo quando um homem, principalmente um homem, realiza estes gestos para com uma mulher! Pena que eu não conheça muitos homens gentis...
     Como já dizia o profeta:

José Datrino, mais conhecido como profeta Gentileza (Cafelândia, São Paulo, 11 de abril de 1917 — Mirandópolis, São Paulo, 28 de maio de 1996) foi uma personalidade urbana carioca, espécie de pregador, que tornou-se conhecido a partir de 1980 por fazer inscrições peculiares sob um viaduto no Rio de Janeiro, onde andava com uma túnica branca e longa barba. "Gentileza gera gentileza" é a sua frase mais conhecida. (Wikipédia)


27 de fev. de 2011

Lembranças de minha infância...

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     A primeira lembrança que me leva a infância é a presença de meus pais: minha mãe, sempre exageradamente zelosa e amorosa. Meu pai bebia... e, quem conviveu com um alcoólatra na família, há de compreender melhor, como é difícil...
     Há muitos filhos de pais alcoólatras que amargam a triste sina de presenciar ou de sofrer a violência por parte daquele que assumiu a responsabilidade de proteger e educar. Não, meu pai não me batia... Mas desde muito pequena, era-me constrangedor e doloroso ver e presenciar as discussões e brigas que ele provocava em casa, sob o vício do álcool tornava-se desequilibrado, implicante e agressivo. Qualquer coisinha era motivo para discussão... E, vi, por mais de uma vez, ele agredir minha mãe... É doloroso crescer com isso, parece que as imagens e cenas ficam gravadas na gente para sempre...
    Em seguida, lembro do meu irmão, com um carinho enorme. Fecho os olhos e consigo lembrar dele pequenininho, a imagem que me vem à mente: eu devia ter uns 3 anos e estava ajudando minha mãe a banhá-lo... Enfim, crescemos brincando e brigando juntos...
    Vasculho a minha mente em busca de lembranças, e uma cena em particular, me pede explicações...
    Certa noite, estávamos eu e meu irmão correndo pela casa, e um de nós esbarrou no rádio-relógio que ficava no quarto dos meus pais. É óbvio que o rádio-relógio caiu e espatifou-se. Porcaria de rádio-relógio, meu pai promoveu verdadeira tortura psicológica para saber quem o havia quebrado. Não sei se meu irmão lembra disso, eu sei que lembro nitidamente, e minha consciência ainda hoje me pede satisfações. Realmente, não sei quem quebrou o rádio-relógio, mas devia ter dito que havia sido eu e pronto... essa cena me vem à mente com uma certa frequência... Ah, se tivesse como voltar nesse dia...
     Em meio às lembranças tristes, surgem também lembranças maravilhosas e engraçadas... Lembro do meu irmão ser meu companheirinho de jogos e brincadeiras na rua, lembro dele fazer um foguete espacial com um daqueles carros infantis (parecia um fusca) e quase explodir a casa, de jogarmos vídeo-game juntos, dos desenhos animados, de brincar que éramos os "thundercats", ele tinha o thundertanque e um monte de bonecos... Lembro da gente cantar e dançar embaixo da ameixeira que havia no quintal de casa... E, como ele gostava de ameixa! Lembro de irmos à igreja juntos, das viagens para a praia, dos momentos maravilhosos com os primos nas casas das avós...
     Ah, as avós e avôs merecem destaque especial em minhas lembranças, saudade imensa de quando todo mundo se reunia na casa da vó Lica, e o vô Atílio ficava contando histórias de terror ou levava a criançada no quarto dele para tocar e ouvir bandolim e violão... E, quando todo mundo inventava de pular na bicama de mola como se fôssemos super-heróis?
     Delícia reviver esses momentos, lembrar das histórias que a vó Lica contava de quando era criança, de jogar bingo com os netos e ensinar todo mundo a contar em italiano hahahahaha! E os pães q ela fazia... que saudade!
     A casa da vó Ana, também me traz ótimas lembranças... O vô Alcides, sempre amoroso! Aquela turma de netos correndo pela casa deles, a vó descascando laranja para todo mundo, contando historinhas... Ela fazendo crochês lindos, a criançada fazendo da rampinha de entrada da casa dela um escorregador...Os churrascos que até hoje acontecem, as roscas e pães... Ô coisa boa!
    E, hoje, vejo que muitas lembranças boas ficaram na memória. Apesar do vício, sou grata ao meu pai, é claro que tenho mágoa de algumas situações, mas por outro lado, vejo que embora ele bebesse, nunca deixou que nos faltasse nada. Era trabalhador e honesto. Nos dias em que não bebia, era brincalhão e alegre... Brincava conosco de pique-esconde, jogava vôlei na rua, levava a gente no clube para nadar. Adorava nadar com o meu irmão. Levava a gente ao cinema, ao circo, às festas populares, para tomar sorvete, comer pizza... Às vezes parecia meio envergonhado, e, ao seu modo, tenho certeza que ele nos amou. Hoje ele não está mais entre nós, faleceu em 10/07/2001... E, desejo de coração, que esteja bem onde estiver! Às vezes, fico pensando que poderíamos ter feito melhor... Todos nós... (pausa para chorar).
     Das amigas que não eram tantas, lembro-me da Fernanda, da Luciana e do Jorge, meus vizinhos... Do grude que eu era com as minhas primas Patrícia do lado paterno e Eliane do lado materno, hoje mal nos vemos... Ah, lembro da Laís, da Taninha, da Audrey, que eram vizinhas da minha vó em Andradas e minhas companheiras de brincadeiras nas férias... Detalhe, A Taninha é minha amiga até hoje, grande amiga mesmo!
     Lembro das brincadeiras de rua como amarelinha, pique-esconde, pique bandeira, passa o anel, pular corda, andar de bicicleta, subir em árvore, brincar de cantar, dançar, apertar campainha alheia, brincar de casinha e de boneca, das aulas de balé, das festas de São João e dos Natais...
    Minha mãe sempre presente, cuidava dos afazeres domésticos, vigiando nossas brincadeiras, colocando hora em tudo: hora de fazer dever, hora de tomar banho, hora de brincar, hora de dormir... Lembro dela dizer quando engolíamos uma semente de laranja que nasceria uma laranjeira dentro da barriga e às vezes, sério mesmo, ficava imaginando que tinha um pomar na barriga. hahahahaha
    Ela também dizia: "Cuidado, não engole o chiclete que além de poder engasgar, ele vai grudar na sua barriga e vai ficar tudo colado lá", " Tem que comer fruta e verdura para ficar bonita e forte, você quer ficar feia?"
     Tão carinhosa e preocupada conosco... A gente não podia espirrar que ela já corria para o médico... Até hoje ela ainda fala: "coloca um chinelo no pé que você vai ficar doente menina!" hahahahaha E tenho mais de 30 anos!
    Lembranças... Eu continuaria lembrando, infinitas são as lembranças que me ocorreram ao escrever, chorei e ri, lavei a alma duas vezes, mas não devo alongar ainda mais o texto.  Pena que não havia câmera digital!












Como somos pequenos...

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   Eu, desde criança, adoro olhar o céu, observar estrelas e a Lua. Ah, a Astronomia, uma das mais antigas ciências. Não, não tenho conhecimentos profissionais sobre o assunto...
   Quem nunca se perguntou: “De onde viemos?”, “O que fazemos aqui?”, “E para onde vamos?”


    Eis aí a nossa galáxia! Via Láctea!
    Estão vendo o lugarzinho que o Sol (sistema solar) ocupa na galáxia? Pequeno, não é?
    Ninguém sabe com precisão quantas galáxias existem no Universo, mas a nossa, a Via Láctea, é apenas uma entre bilhões.
    “Em dezembro de 1995, por 10 dias consecutivos, o telescópio espacial Hubble manteve-se observando uma pequena região do céu, próxima ao pólo norte celeste, na constelação Ursa Maior, onde até então não se via um único objeto. O resultado dessa imagem de longa exposição foi além do previsto. Foram fotografadas milhares de galáxias, nunca antes vistas, nos mais diversos estágios evolutivos, algumas delas a mais de 12 bilhões de anos-luz da Via Láctea. Com base nessa imagem previu-se entre 2 e 3 milhões de galáxias por grau quadrado do céu, ou seja, entre 80 e 120 bilhões de galáxias possíveis de serem observadas pelo Hubble em todo o universo. O número real de galáxias existentes pode ser bem maior (10 vezes mais?), uma vez que mesmo através de um telescópio possante como o Hubble não podemos ver um grande número delas, devido aos seus poucos brilhos, ao fato de serem apêndices de outras galáxias maiores, à absorção de suas luzes por nuvens intergalácticas etc“.
(fonte: http://www.observatorio.ufmg.br/pas08.htm)



    Carl Sagan uma vez disse: “A Astronomia é uma experiência de humildade para o homem”. Cada vez que penso na frase,  mais me reconheço pequena...
    Ridícula e orgulhosa posição de importância que os seres humanos  atribuem a si mesmos... Como somos cegos...
    Minúsculos grãos de areia na imensidão do espaço...
    E no entanto, o tempo todo, uns se julgam mais que os outros, vivem de acordo com “status”,  sei mais porque estou numa posição melhor, tenho mais porque estou numa posição melhor,minha faculdade é melhor que a sua, minha profissão é melhor que a sua, minha roupa é melhor que a sua, minha casa é melhor que a sua, meu carro é melhor...
    Como falta humildade...
    Termino, deixando um link


    Um pouco mais do nosso lugar no espaço!
    Boa viagem!

Aprendi ...Walt Disney

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Não espere nada de ninguém...

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     Dura lição... Inevitavelmente vamos nos decepcionar algumas vezes ao longo de nossa caminhada. Também é possível que decepcionemos algumas pessoas, inclusive a nós mesmos.
     Um bom número de pessoas vão cruzar nosso caminho: familiares, amigos, colegas, conhecidos, namorados etc.
      E não importa quanto bem façamos, basta um único deslize, uma palavra mal interpretada , uma brincadeira, um pequeno erro e tudo de bom será esquecido... A lembrança do ruim prevalece...
     Muitas coisas me fizeram parar para pensar sobre isso... Às vezes, fazemos o que os outros querem que façamos e não o que realmente queremos fazer. Às vezes, nos doamos tanto a uma certa pessoa, (familiares, amigos, namorados) e, acabamos desejando e esperando que essa pessoa faça o mesmo por nós... Ledo engano. Não adianta você lembrar quantas vezes esteve ao lado dessa pessoa, não adianta considerar que essa pessoa é ingrata, ou isso e aquilo... É claro que nos magoamos, mas por egoísmo, por esperarmos demais dos outros...
     Cada um de nós tem livre arbítrio para fazer suas escolhas...
     Pessoas são imprevisíveis... E sentem, agem e reagem de maneiras distintas...
     Então, não importa se você olhou o filho pequeno da sua amiga para que ela pudesse ir numa festa... Se um dia, você precisar que ela olhe alguém ou faça algo por você, ela simplesmente PODE dizer: “eu não posso”, é um direito dela.
     Não faz muito tempo, senti uma raiva terrível por um amigo... Pedi um favor a ele, estava desesperada para conseguir ingresso para o show do U2... Disse assim: por favor, eu deposito o dinheiro para você e você compra o ingresso na bilheteria para mim. Resposta: “Oi Ju, fala com o Ricardo (um outro amigo) voraz q ele arruma p/ você“.
     Isso doeu em mim, lembrei de inúmeras coisas, das vezes que o recebi na minha casa, das vezes que fiz favores, das vezes que comprei pacote de Carnaval e até de uma vez que passei uma roupa para esse amigo, não me conformava...Aí que, no impulso da raiva, falei um monte, xinguei mesmo... E, na verdade, já implico muito com esse amigo... Sei lá, acho que mudou muito, sempre ocupado e várias vezes grosso... Mas é um direito dele... Todos nós mudamos, melhoramos em algumas coisas e pioramos em outras... Talvez eu seja muito crítica e egocêntrica, mas certas atitudes realmente doem em mim...
     Mas, analisando o fato novamente, revejo o tamanho do meu egoísmo, embora não custasse nada ele me fazer essa gentileza, ele tinha o direito de optar entre fazer ou não... 
     Senti raiva por egoísmo, porque algo não foi feito como eu queria... Enfim, por esperar demais dos outros...
     Será que somos todos egoístas? Vivemos esperando mais e mais dos outros? Mais e mais de nós mesmos?
     Não esperar, eis a arte! Estou trabalhando o conceito de não esperar nada de ninguém, ainda tenho muito a melhorar, mas o fato de já ter compreendido tão simples conceito, por ora, me satisfaz!
     Caso discorde... Senta e Espera!













25 de fev. de 2011

Monólogos

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     Em teatro ou oratória, um monólogo é uma longa fala ou discurso pronunciado por uma única pessoa ou enunciador. O nome é composto pelos radicais gregos monos (um) + logos (palavra, ou idéia)
    Monólogo é a forma do discurso em que o personagem extravasa de maneira razoavelmente ordenada seus pensamentos e emoções, sem dirigir-se a um ouvinte específico.
    Sendo eu, supostamente, a personagem mais importante da minha própria história, acredito que lido melhor com aquilo que analiso em momentos introspectivos/reflexivos, recheados de criatividade, bom-humor, sarcasmo e ironia à serviço de um mundo melhor! Isso mesmo. É possível! Meu mundo torna-se muito melhor! Hahahahahahaha!
    Ah, o sistema! "O sistema social que nos limita é o mesmo que nos incita a sermos felizes, geralmente através da compra e venda, seja de produtos, de ideologia, ou de um estilo de vida." Li isso em algum lugar e, concordo!
    Assim, aprendemos a negociar ou a impor os nossos sentidos e sentimentos. Queremos inclusive que o outro sofra o que nós sofremos, que ame como nós amamos, o que é impossível, pois pessoas são diferentes. Podemos ser solidários, podemos ser piedosos, mas sentimos de modo distinto. E cada um de nós "sabe a dor e a delícia de ser o que é". 
     A criatividade, bom-humor, sarcasmo e ironia servem para diluir o dia-a-dia, tornando-o mais palatável. O segredo é a dosagem!
    Criatividade, entendida aqui como "o processo de mudança, de desenvolvimento, de evolução na organização da vida subjetiva". A capacidade de tornar-se sensível a problemas, de identificar a dificuldade e buscar soluções. Neste quadro o (bom) humor e a ironia não são valorizados; especialmente por quem se leva muito a sério o que, em realidade, é muito triste. Às pessoas muito sérias falta um pouco de autenticidade. 
   Considero que meu bom humor e minha ironia (ainda que, às vezes, ferina) são terapêuticos! Poder rir de algo que já me fez chorar é extremamente bom!
    Por vezes, sinto necessidade de desabafar, principalmente comigo mesma, analisar com um novo olhar uma situação, uma pessoa ou um momento...  Transformar em palavras o que percorre o meu pensamento. E outras vezes, basta-me rir ou chorar. Dizem que lava a alma. Não tenho vergonha disso.
   Portanto, encontraremos aqui: meus solilóquios, minhas conversas comigo mesma, meus monólogos!